
A baixa disponibilidade de uvas sem sementes e o ritmo mais lento das negociações marcaram este fim de mês no Vale do São Francisco (PE/BA). Segundo colaboradores consultados pelo Hortifrúti/Cepea, a continuidade dos menores volumes nos parreirais manteve a oferta restrita nesta semana (22 a 26/06).
Tradicionalmente, este período do ano é comum pela retomada dos volumes no mercado interno, devido ao encerramento da primeira janela de exportações, que costuma redirecionar as uvas da região para o varejo doméstico. Neste ano, porém, esse comportamento ainda não se confirmou, pois além do menor rendimento dos parreirais - oriundo das chuvas do primeiro trimestre do ano -, muitos viticultores optaram por escalonar as podas, distribuindo a produção ao longo dos meses, por conta do cenário de baixa demanda comumente observada durante o inverno.
Segundo agentes, a movimentação comercial deve permanecer lenta nos próximos dias. Além das baixas temperaturas no Sudeste - que reduz o consumo da fruta -, as festividades juninas e a Copa do Mundo também têm desviado parte da atenção dos consumidores, refletindo em menor fluxo no varejo e em pedidos menores de uvas sem sementes.
Assim, nesta semana, mesmo com a persistência da baixa disponibilidade, a menor procura impediu amplos ajustes nos preços. A negra sem semente embalada foi comercializada no Vale do São Francisco à média de R$ 9,20/kg (0,00%) em relação à semana anterior. Já a branca sem semente registrou média de R$ 14,96/kg, variação de -2,43% no mesmo comparativo. Para as próximas semanas, a expectativa é de que a oferta permaneça controlada, com volumes mais estáveis previstos apenas a partir de meados de julho.
Fonte: hfbrasil.org.br