
Apesar da oferta mais controlada de uva BRS Vitória no Vale do São Francisco e da expectativa de valorização ao longo de agosto, produtores e comerciantes enfrentam dificuldades para reajustar os preços da variedade negra. A pressão vem do avanço da oferta de uvas brancas sem semente, que seguem em volume acima do habitual para o período.
Historicamente, meados de agosto marcam a recuperação das cotações da BRS Vitória após o encerramento de parte das colheitas de ciclo anterior. Contudo, as variedades brancas — de maior valor agregado — acabam norteando os preços gerais do mercado interno. Mesmo com a queda nas cotações das brancas devido ao aumento de volume, seus valores continuam em patamares rentáveis, o que reduz a margem para alta das uvas negras.
No segmento de embaladas Cat. 1, observou-se grande variação de preços conforme o perfil do comprador e o canal de escoamento. Empresas de maior porte mantiveram as cotações estáveis, enquanto outros distribuidores ajustaram valores semanalmente para acompanhar o ritmo das vendas.
Para a segunda quinzena de agosto, agentes de mercado projetam estabilidade ou pequenos ajustes positivos para a BRS Vitória, afastando o risco de novas quedas, visto que as cotações atuais já operam próximas aos custos de produção. Reajustes mais expressivos na variedade negra devem ocorrer a partir de setembro. Já para as uvas brancas, são esperados novos ajustes de preço ao longo de agosto para acelerar o giro dos estoques, com perspectiva de sustentação à medida que as exportações ganhem força.
Fonte: hfbrasil.org.br